quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sono de manhã 2

A foto ao lado foi tirada (sem a minha permissão) por volta das 6 da manhã. Por que será que ela mostra um pai e um filho tão apagadinhos? Afinal não deveríamos estar bem dispostos depois de uma noite sono?
Bem... houve a noite, porém não de um bom sono.
Diogo sofre de crises alérgicas desde os 5 meses. Já faz um bom tempo que elas não acontecem sempre, mas de vez em quando ainda dão o ar da graça. E quando isso acontece, filhote não dorme direito e, conseqüentemente, papai e mamãe também não.
Nem posso ficar reclamando, pois essa alergia é uma herança macraba do papai aqui. Só que eu consigo contornar a dita cuja e não sofrer tanto a ponto de perder meu sagrado sono. Porém, isso é quase impossível pra um menino de 2 anos e 10 meses.
Então se seguiu a noite com ele tossindo muito, engasgando com a secreção, sufocando (vixe!) e em certo momento chegando a chorar de desespero. Então, foi uma noite difícil...

Eu gostaria de saber se não tem uma forma de parar esse ciclo alérgico infernal. Só porque o negócio é genético tem que ficar passando de pai pra filho pela eternidade? Quer dizer que meus netos, bisnetos e etc serão assim também?? A ciência já tão avançada tem que dar um jeito nisso! Precisamos de um freio genético!

De manhã a mamãe já exausta, entrega o moleque nos braços do papai que não resiste e senta no sofá, tendo como conseqüência o duplo apagão da imagem. Nesse momento nós dois conseguimos algum descanso. A mamãe exaurida pela noite mal dormida, ainda teve disposição pra pegar a câmara fotográfica e gravar esse momento.

A seguir uma foto similar tirada no dia em que chegamos da maternidade com o moleque, que contava com apenas 3 dias de nascido, em 12 de outubro de 2007 (direto do túnel do tempo...).

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sono de manhã...

Estava eu remexendo em alguns arquivos no meu computador e achei um texto que publiquei em 02 de outubro de 2008, no meu antigo e extinto blog, quando meu filhote ainda não tinha completado 1 ano. Então, num arroubo de nostalgia, resolvi republicar aqui. Segue aí o texto, com a foto original da primeira postagem.
....

“Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã.”

Galera, a última frase desse trecho da música “Samba e Amor” de Chico Buarque tem tudo a ver comigo. Queria muito que a segunda tivesse também. Mas, infelizmente não tem... Primeiro, porque não sei fazer samba e segundo, bem que eu queria fazer amor até mais tarde, a noite toda, todos os dias, porém essa não é a realidade...
Também não durmo com cobertor de lã, afinal aqui em Salvador não faz esse frio todo. Mas, todo dia, sentir “muito sono de manhã” é ipsi literis a minha realidade. Também com um molequinho de quase onze meses em casa, que acorda no meio da noite reivindicando a sua mamadeira que lhe é de direito, acordando cedo mesmo nos finais de semana e nos acordando (eu e a mãe), como poderia ser diferente? Isso faz eu me perguntar desesperadamente: - Quando é que vou acordar mais tarde nos sábados e domingos como antigamente??
Doravante nos dando uma canseira danada o dia inteiro, principalmente nesse momento em que está engatinhando e aprendendo a andar, querendo mexer em tudo e ir para todo o lugar, principalmente para os lugares que não devem.

Agora eu me pergunto: - Se eu pudesse voltar atrás faria diferente e não produziria essa “maquininha”?
Resposta: - NEM PENSAR!!

Com canseira e tudo, só de pensar na minha vida sem essa usina superelétrica já sinto um vazio que prefiro nem descrever.

Esse paizão exausto te ama muito, filhão! Mas, pega um pouquinho mais leve...!
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mosquito feladaputa!

Começo com uma pergunta:
- Quem é que te deixa quente e te leva pra cama?

Não é nada disso que tu ta pensando. A resposta é a Dengue!

Saudações dengosas, amigos da Blogosfera.
Pois é... a tão temida, tão combatida em campanhas do Ministério da Saúde, tão dolorida... dengue, me pegou. Me deixou quente, me levou pra cama, mas, prazer foi tudo o que eu não tive.
A não ser que eu fosse masoquista e gostasse de dores atrozes pelo corpo, dores de cabeça que parece que vai estourar, febre alta com direito a tremores de frio e outras variadas sensações de mal-estar.
E eu não fui o único contemplado. Minha querida companheira conjugal também acometeu-se da tal enfermidade nefanda.
Que felicidade, né?!

Tudo isso por causa de uma peste dum mosquitinho! Uma picadinha de nada e derruba um corpo inteiro, graças ao fato dessa picadinha transmitir um vírus que causa esse estrago todo.
Galera, enquanto não tem a vacina, o jeito é combater essa peste desse mosquito. E eu não vou repetir como, porque eu acho que ta todo mundo careca de saber. Se não sabe ainda, vai na página do Ministério da Saúde e se informe. É importante!
No mais, já que não dá pra acabar com a raça de mosquito agora mesmo, então vou destruí-lo moralmente aqui nesse espaço. Pelo menos alivia psicologicamente...

Aedes Aegypti, bicho de nome esquisito, mosquito feladaputa, reles, abjeto, vil, desgraçado, corno, viado! Vai picar a tua mãe, que deve ser ainda pior do que você! Morte sem piedade pra toda a sua espécie. Nunca mais volte pra minha vida, nem da minha família, seu filho do capeta!

Ainda estou doente, mas já melhorei o suficiente pra esbravejar. Tenho dito!
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Gáudio

Então é Copa do Mundo!
O Brasil ganhando até agora; todo mundo feliz, mesmo que ainda criticando a seleção, sobretudo o Dunga; galera reunida pra assistir os jogos e etc. Uma maraviiiilha!!

Eu realmente estou o que se pode chamar de feliz, neste momento. Mas não é por causa da copa não... rs rs!

Estou num momento feliz, porque:
- Algumas coisas estão dando certo;
- As coisas que não estavam dando certo, agora não estão tendo mais importância (ou ganharam pouca importância);
- Gosto do período junino;
- Meu filho, além de saudável, está cada vez mais sagaz e engraçado;
- Minha mulher continua me agüentando;
- Apesar de tudo, os espíritos do bem não desistem de mim (haja persistência, viu?);
- Continuo sem-vergonha e safado, mas tem muita gente que gosta de mim mesmo assim.

Só ta faltando ficar cheio de dinheiro. Alias, cheio não... dá muito trabalho pra administrar. O bastante seria o melhor. Porém o conceito de “o bastante” geralmente varia de pessoa pra pessoa... mas deixa isso pra lá.

Bom feriado junino a todos!
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

B.U.C.E.T.A.

O título parece um nome chulo. De início seria mesmo, mas depois que um professor de matemática que eu tive na 8ª série reinterpretou esse vernáculo, a coisa mudou de foco.
Quando eu estava na referida 8ª série, em mil novecentos e... me esqueci, a sala de aula era pequena e carpetada. A minha turma era a menor da escola, por isso ficávamos num semi-cubículo com o chão forrado com um carpete vermelho-vinho. Arg! Mais brega, impossível. Mas também eram anos 80...
Naquela salinha, na ausência de professores, a bagunça era geral. Conseguíamos, mesmo sendo a menor turma escola, sermos a que mais fazia barulho.
Um dia eu percebi que se escrevesse com giz no carpete, era difícil apagar depois. Então, logo que cheguei pela manhã, num átimo de rebeldia juvenil (não sei porque eu era assim... rs), escrevi no carpete, próximo ao quadro e em letra de forma a seguinte palavra dita de baixo calão: BUCETA. Eu escrevia com U mesmo, apesar de já ter ouvido que o certo seria com O, ou seja, bOceta. Mas não interessa. Até hoje eu acho com U mais bonito. Hehe!
Logo depois entra o professor de matemática e começa a aula. Esse professor era uma figuraça! Um alagoano de sotaque arretado, que não fazia força nenhuma pra difasçá-lo. Ele era tão legal que me fez até gostar um pouco das aulas da famigerada matéria matemática, que eu sempre tive ojeriza. No final da aula, um aluno chama a atenção dele e diz, dando um risinho sem-vergonha:
- Professor, olhe o que escreveram aqui no chão...

Ele parou e ficou lendo a palavra por um tempo como se tivesse fazendo uma análise científica. Então disse, conclusivo:
- Brasileiros Unidos Constroem Estrada Trans-Amazônica!

Foi uma risada geral. Ele transformou a coisa em uma sigla: B.U.C.E.T.A.
Poderia ter dado sermão na turma, feito discursos moralistas e etc. Mas, em vez disso transformou a coisa em algo criativo. E até hoje, quando me deparo de alguma forma com o referido “palavrão”, associo mais à improvisada sigla do que ao baixo calão ou mesmo à ilustre perseguida feminina.
E que sigla mais encantadora!
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vivos e mortos

Essa crônica não é exatamente minha. É baseada numa já existente, que eu desconheço o autor e também quando ela foi escrita. Esta é, pois, uma releitura de acordo com as minhas impressões pessoais dos fatos descritos na referida crônica. Pois bem...

Imagine ter que passar de noite em frente de um cemitério, estando o lugar totalmente deserto... será que alguém sentiria medo?
Eu sentiria... medo de ser assaltado!
A nossa situação anda tão periclitante, que não há mais espaço pra medo de alma penada.
Mas, em cidades pequenas de interior, sobretudo as mais afastadas da capital, de vida mais provinciana, aonde a violência urbana ainda não chegou, pelo menos de forma alarmante, é onde ainda se conservam com mais intensidade o medo de “coisas do outro mundo”. Ou seja, o indivíduo não tem do que ter medo, aí “inventa” coisas pra ter medo. Daí aparece um séquito de coisas: fantasmas, lobisomens, mula-sem-cabeça, caiporas, mulher de branco... e etc.

Dona Maroca, que morava numa pequena cidade do interior da Bahia, está caminhando de volta pra casa já altas horas da noite e se vê na iminência de passar em frente ao cemitério municipal da cidade e a rua está completamente deserta. O muro do cemitério é bem comprido, com um grande portão de ferro no meio. Dona Maroca pára, muito temerosa de passar por ali sozinha e se deparar com uma alma penada.
Eu fico aqui pensando que como seria bom se nós tivéssemos somente medo de alma penada. Nada de assaltantes, estupradores, seqüestradores e afins. Seria tão bom! A vida seria muito mais tranqüila. Dona Maroca não tem consciência do quanto ela é feliz.
Mas voltando à história, dona Maroca congela de medo e não consegue seguir adiante. Nesse momento passa por ela um senhor muito distinto, bem vestido e aparentemente muito educado. Então ela se dirige a ele:
- Por favor, meu senhor... eu tenho um medo danado de passar sozinha em frente ao cemitério de noite. Eu poderia acompanhar o senhor?
- Pois não. – responde ele sorrindo – podemos passar juntos.

Passaram juntos no caminho, e, ao final, dona Maroca diz ao educado estranho:
- Muito obrigado pela companhia. Eu tenho um medo danado de alma penada.
- Pois é... – responde ele. – Quando eu era vivo, eu também tinha.

E evaporou-se no ar...

O que aconteceu com dona Maroca depois de acordar do longo desmaio, eu não sei. Mas com certeza ela não passa mais em frente a nenhum cemitério.

Baseado num conto retirado do livro “Quem tem medo dos Espíritos?”,
de Richard Simonetti.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ser medíocre

Existem pessoas, muito amáveis, que vez ou outra tem a nobre atitude de me rotularem de medíocre. Fui buscar o significado de tal palavra e achei isto:

Medíocre
- Mediano, trivial, que está entre o grande e o pequeno / o bom e o mau, sem grande valor, que não apresenta grandes qualidades.
- Mediano, que está na média.

Segundo esses significados, eu sou medíocre mesmo. Quase tudo em mim é meeiro. Minhas notas na escola e na faculdade quase sempre foram na média, o suficiente para ser aprovado, com exceção de pouquíssimas notas altas; Sou um profissional mediano, que cumpre suas obrigações, sem fazer grandes coisas; Sou um filho, irmão, marido, pai e amigo mediano, que busca fazer as coisas da melhor maneira possível, sem grandes esforços para ser ou parecer ‘o bom’ para quem quer que seja.
Háaa... mas o significado popular (e pejorativo) de quando alguém nos chama de medíocre é de fraco, fracassado, perdedor, burro, fudido... etc.
Imagino que sejam esses os significados a que as amáveis pessoas se referem quando me chamam deste célebre vernáculo.

Há aqueles que realmente não aceitam a condição mediana, seja em qualquer setor da vida. Querem ser grandes, super’s, glamorosos, porretas e etc. Eu respeito e admiro quem é desse jeito. Mas, a mim isso não interessa. Grandiosidade traz responsabilidades que um sujeito adepto da tranqüilidade como eu não está a fim de encarar.
E também de que adianta ser grande pisando nos pequenos (ou nos medianos)?

Aos que me taxam de medíocre, só tenho duas coisas a dizer:

1- Fiquem com sua grandiosidade e façam bom proveito dela;

2- Vão tomar no cu!

Ops! Isso foi grosseiro... bom, mas pelos menos tenho algo grandioso, que é a grosseria. Fazer o que, né?
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Eu...


Sou bonito de se ver e horrível de se enxergar
Sou o perfeito equilíbrio e a insanidade completa
Sou o amor sublime e o ódio mortal
Sou a mais pura expressão da verdade e a falsidade mais fingida
Sou a voz que se ouve ao longe e o total silêncio que fere os ouvidos
Sou a luz que ofusca e a escuridão que cega
Sou a força que constrói e a fraqueza que destrói
Sou a sobriedade lúcida e embriaguês alucinada
Sou melhor que todo mundo e pior do que qualquer um

Um grande sábio e um completo burro
Um homem feliz e uma alma triste

Enfim... Sou, entre tantos, EU!

Ricardo Dib, 06/05/2010
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Abraçando o Capeta

Tenho uma colega de trabalho que possui o status de ex-crente. Ela era ligada a uma igreja evangélica desde criança. Mas, a mais ou menos uns três anos atrás, ela se desligou da mesma e partiu pro mundo, descontentando bastante a sua então religiosa família, que acham que sua pupila se entregou a condenação eterna. Não só a família, como os outros freqüentadores da igreja custaram a acreditar na saída dela, pois ela era uma verdadeira “carola”, uma crente com ‘C’ maiúsculo, que fazia de quase tudo na igreja. Então fica todo mundo num tal de tentar fazer com que ela volte para o Senhor; um tal de querer trazer ela de volta à salvação... Uma novela!
Abarcando esse tema, entabulamos o seguinte diálogo:

- Então Ana Paula você agora é uma pessoa do mundo. Abandonou de vez Jesus Cristo.

- Você também é exagerado. Simplesmente não partilho mais daquelas convicções que incutiram na minha cabeça desde que eu era criança de que tudo no mundo é errado, pecaminoso e quem não segue aquela religião está condenada ao inferno. Eu somente estou procurando ver o mundo com as minhas convicções.

- Mas menina, tu virou as costas pra Jesuuusss!!

- Não virei às costas pra Jesus nada! Ainda acredito em Deus, só que da minha maneira. Criei novas convicções. Deixe de ser pentelho!

- Mas agora você esta levando uma vida totalmente mundana, não é?

- Se “ser mundana” é viver no mundo, eu estou sim. O mundo tem muita coisa boa pra mostrar e não é somente um mar de perdidos como me fizeram acreditar lá na igreja. Agora sou do mundo mesmo!

- Mas assim você não vai pra o céu...

- E é um pastor ou padre que decide quem vai pra o céu ou não? Há, me deixe!

- Pois era o seu pastor que iria te conduzir ao céu. Mas agora que você renegou tudo, estais condenada!

- Háa, vai à merda! Que infeeerno!

- Vixi Maria! Ainda conjura o nome do lugar maldito. Pois é pra lá que você vai mesmo. Mas quem sabe pelo menos você fica num lugar privilegiado lá, já que você literalmente abraçou o capeta!

- Olhe, Ricardo... Vá se fuder, viu!

Meu Deus, essa aí abraçou o capeta mesmo...
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Ana Paula é blogueira também. Quem quiser visitar o blog dela, clique aqui.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vômito na madrugada 2

Mais um episódio da odisséia “vômito na madrugada”. Quem não leu o primeiro, é só ir rolando mais pra baixo no blog que acha. E digo odisséia baseado no comentário deixado lá pela minha querida prima Ivana: “Ricardo, eu já perdi as contas de quantas vezes Cacá e Dan já vomitaram em mim, tenha calma que o seu só tem 2 anos!”
Eram 1h48min, da madrugada.... Meu filhote Diogo nos acorda com o seu choro. Chegamos lá e percebemos que ela fora acometido de uma diarréia e deveria estar sentindo dores na barriguinha. Até aí, normal. Peguei-o, tirei a fralda e o pijama que havia sujado e levei-o pro chuveiro, enquanto a mamãe tirava o lençol que havia sido atingido também.
O moleque chorou bastante no chuveiro. Também ser pego na cama de madrugada e ser colocado debaixo do chuveiro... até eu. Mas, feitas as devidas higienizações, é hora de fazê-lo dormir de novo. Tava muito difícil, ele ficou agitado, choramingando e chamava pela mamãe o tempo todo. Então, logo que a mamãe terminasse de arrumar a caminha dele, eu o entregaria pra ela. Foi nessa hora que veio “banho”... quente, viscoso, fétido...
Diferentemente do descrito no post do primeiro episódio, em que ele só atingiu meu ombro esquerdo e parte das costa, dessa vez, do pescoço pra baixo, foi quase o meu corpo todo! Em três vomitadas estupendas!
O pior é que eu nem tenho o direito de ficar com nojo e esboçar mal-estar. Ainda tenho que ampará-lo enquanto o sofrido moleque chora com o enjôo, dizendo carinhosamente pra ele que vai ficar tudo bem, que vai passar e coisa e tal...
Confesso que eu quase vomito também que nem da outra vez. Mas, mais uma vez, eu resistir bravamente!
Aí, vamos nós dois ao chuveiro de novo.
Nessas horas eu agradeço a Deus pelas coisas simples da vida. Tipo ele não ter dormido na nossa cama (minha e da mamãe) essa noite, coisa que às vezes acontece; ter água no chuveiro, porque já pensou se não tivesse água nesse momento?? E a água ser morna ainda, porque se assim não fosse, água fria em plena madrugada ninguém merece; agradecer por termos o remédio em casa pra parar o vômito; e finalmente por termos TV por assinatura, o que facilitou o fato de eu ter que ficar acordado um bom tempo com ele até ser seguro deixá-lo dormir. Aí vem outra parte do drama: Ele perdeu totalmente o sono! Então, haja ver desenho e programas infantis na madrugada do Discovery Kids! Até mais de 5 da manhã...
Espero que essas postagens não sejam uma série tipo o filme Sexta-feira 13, que tem parte 1, 2, 3... vixe! Já pensou Vômito na madrugada 3, 4, 5... Socorro!!
Segundo minha prima Ivana, tudo isso é só o começo, “o seu só tem 2 anos!”
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dia de chuva

Hoje é um dia clássico! Um dia chuvoso clássico! Ou seja, um dia clássico em que eu fico emburrado, chateado, puto, etc, etc...
Dia chuvoso é um pé-no-saco!!

Não é precipitação pluviométrica em si que eu considero ruim. A água é uma coisa necessária e abençoada; não se trata de blasfemar contra a natureza, pois eu bem sei que a chuva já existe desde muuiiito antes de tudo o que está a minha volta.
O irritante são os eventos que decorrem da dita precipitação pluviométrica (chuva):
- Lama! Quando um veículo passa em uma poça e te dá “aquele banho”... PUTA QUE PARIU! Mandamos o motorista “ir com Deus”, né?;
- Engarrafamento, principalmente se você está dentro de um ônibus cheio e as janelas têm que ficar fechadas. Aí, haja abafamento, calor do inferno, fedor de sovaco catinguento e outros odores, tipo peidos;
- Atraso, principalmente quando temos compromissos importantes. Porra, é phoda! É a tal da Lei de Murphy "se alguma coisa pode dar errado, certamente dará" e em dia de chuva essa lei ganha mais força ainda;
- Sem falar em acidentes, tragédias... nessa parte não quero nem entrar.

Hoje a chuva me pegou pelo caminho e lógico, comecei a me molhar todo. E como sempre comecei a xingar a chuva, como se isso fosse afetar o fenômeno natural do planeta para parar de molhar o nervosinho “todo-poderoso” cá embaixo.
Arre! Dia de chuva não é o meu dia mesmo, pelo menos se eu tiver que ir lá fora quando está chovendo, pois se pelo menos pudesse ficar em casa, aí seria outra história.

Mas, quem sabe um dia eu me liberto dessa neura e faço como Gene Kelly no maravilhoso “Singing in the Rain”!

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Rejeição

Tenho uma colega de trabalho, a Vivi, que tem sérios problemas de rejeição.
Essa semana nós entabulamos o seguinte diálogo:

- Poxa, Ricardo... ninguém me ama, ninguém me quer...
- Mas que drama, Vivi! Parece novela mexicana.
- Mas é isso mesmo. Nenhum relacionamento meu dá certo. Não viu o que aconteceu com o último? Será que eu tenho alguma coisa que espanta os homens?? Desse jeito, meu futuro vai ser ficar velha e sozinha...
- Que nada, doida! Já diz a sabedoria popular: - “não existe panela sem tampa”.
- É... mas essa minha tampa nunca chega.
- Ora, existe homem e mulher para tuuudo! Com certeza vai sobrar algum pra você...
- Porra, aí você já está me esculachando. Até parece que eu sou uma coisa imprestável e que só uma alma caridosa vai me querer por pena.
- Quem sabe seja mais ou menos isso mesmo... As pessoas caridosas estão aí pra nos salvar.
- Olhe, não vou nem te responder...
- Ou então quem sabe algum sujeito que também esteja numa situação periclitante, sem ninguém, irremissivelmente abandonado à solidão, na secura extrema. E, por um golpe do destino, este suposto sofrido indivíduo acaba se encontrando com você que se encontra na mesma situação dele e um resolve salvar o outro. Não seria lindo, Vivi??
- Aahh, fiquei tãaao emocionada...! E antes que eu me esqueça... vai chupar um canavial de rola!!

Pois é... Vivi tem problemas com rejeição.
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terça-feira, 30 de março de 2010

Encosto

Isso é que é um marido atencioso!


E como diria Bruno, só o Pai...
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terça-feira, 23 de março de 2010

Se eu fosse romântico...


Se eu fosse um cara romântico, eu te diria essas coisas...

Eu amo nossos momentos tranqüilos
apenas nós dois
compartilhando um jantar
lendo um jornal
assistindo TV
quando podemos expressar nosso amor
sem dizer uma palavra

Eu amo nossos momentos especiais
quando estamos juntos
com a família e os amigos
desfrutando umas férias
um aniversário
ou nada em particular
os momentos quando ambos podemos
desfrutar a felicidade da vida
àqueles a quem amamos.

Momentos tranqüilos
ou momentos especiais
eu amo todos
os nossos momentos juntos
porque eu
amo você.
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sexta-feira, 19 de março de 2010

Camisinha


Há uns dias atrás recebi um email com um vídeo que, em minha opinião, é a melhor publicidade em prol do uso da camisinha que já vi. É ao mesmo tempo instrutivo e divertido, prescindindo até certo ponto, de pudor.
Porém, hoje eu li um artigo onde dizia que a propaganda de prevenção à AIDS gira basicamente em torno do tema “use camisinha”, já que as outras formas de contato capazes de gerar contágio já não representam um número elevado nas estatísticas de transmissão do vírus. Então, a primeira coisa que nos vem à cabeça quando vemos uma propaganda “use camisinha” é: "Tudo bem. Se eu usar camisinha eu não vou pegar AIDS". Essa é a mensagem emitida pela mídia, sobretudo pela TV em programas direcionados aos jovens (MTV, Malhação, etc.).
Ou seja, transe com quem e quando quiser, mas use sempre camisinha.
Observa-se aí que a mensagem que se passa, sobretudo ao jovem, é que transem a torto e a direito com quem quer que seja, somente lembrando-se da camisinha. Claro que se alguém levar uma vida sexual promíscua assim, é mais do que imprescindível o uso do preservativo, senão nos tempos de hoje seria até uma forma de suicídio indireto. Porém, apesar da presença da camisinha nessa situação, não é exatamente isso que uma pessoa com um mínimo de senso crítico entenderia esse tipo de vida sexual como prática de sexo seguro.
O sexo seguro ou responsável não implica somente o sexo com camisinha. O sexo seguro ou responsável é aquele onde duas pessoas que se conhecem com o mínimo de intimidade, que já possuem pelo menos alguma ligação e que têm o mínimo de maturidade, mantém relações sem prescindir do uso da camisinha. Esse que deveria ser o direcionamento.
Não se trata de um discurso moralista, e sim, de um apelo à noção de conservação e de qualidade de vida.
Contudo, ainda é importante a veiculação de propagandas em prol do uso da camisinha, porque se não se pode ainda alcançar o ideal, que pelo menos se tente ao máximo salvar vidas. Vejamos o então o divertido vídeo citado no início do texto.

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