quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mensagem de um amigo especial


Oi, meu filho, se posso te chamar assim... Tenho sentido tua angústia de perto por esses dias. E me sinto impotente. Nesses anos em que estive presente e te vi chorar quando não recebia os presentes que julgava merecer ganhar, tentei te alertar que o que foi buscar na Terra não é de carregar nas mãos, só se carrega no peito e na mente.

Quando o seu corpo esteve doente e sua mãe da Terra lhe dava coisas que não gostava você pensou que ela fazia isso para te castigar ou te curar? Deus, nosso pai, te deu o caminho da resignação e perseverança para prosseguir. É um remédio amargo? Talvez. Mas não olvide de uma experiência melhor no futuro depois do remédio digerido.

Procure se segurar na fé e nas pessoas queridas que estão perto de ti. Tenha ânimo, o teu futuro é belo. Um abraço apertado desse ser que te quer bem.


Transmitida em 08/11/2004
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Essa mensagem me veio num momento em que o cansaço tomava conta de todos os meus sentidos...
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Diferenças

Felizes são os peixes
- Titãs

Tanto faz
É igual
Felizes são os peixes
Felizes são os peixes

Nada, nada, nada, nada
...

Segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, na natureza existe a igualdade. A desigualdade provém dos homens. Então, se vivêssemos no estado natural, ou seja, no estado de início da humanidade, não haveria conflito entre os homens. Seriamos todos iguais, não haveria diferenças de credo, cor, raça, riqueza, etc.

Nessa análise, a música do grupo Titãs estaria totalmente certa. Os peixes é que são felizes!

Mas... de que adianta ser feliz se não se tem consciência dessa felicidade??
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Que medo, hein Chico?!

O famoso e carismático médiun Chico Xavier, numa entrevista em 1971, no programa televisivo Pinga Fogo, da extinta TV Tupi, conta a sua assustadora e ao mesmo tempo cômica situação quando viajava num avião que entrou em pane, fazendo com que todos os passageiros, inclusive o Chico, entrasse em pânico.
O vídeo tem alguns defeitos, mas o áudio está bom. Pra nós fazer rir e nos ensinar a ter educação na hora de morrer... Hehehe!


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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

POTENCIALMENTE e REALMENTE

Segundo o emérito filósofo Aristóteles, todas as coisas existem em potência e realidade. Por exemplo, uma semente já é algo por si só, mas também é potencialmente uma árvore; uma árvore é uma realidade que veio da semente, que já era uma árvore em potência.
Um ser em potência só pode se tornar uma realidade mediante algum movimento. O movimento vai sempre da potência ao ato para se tornar realmente algo ou alguma outra coisa diferente.

Meio complicado, né...? Então vamos a um exemplo prático:

O pai estava vendo televisão tranqüilamente, quando o filho, que brincava em sua frente, surge com uma pergunta:
- Pai, qual é a diferença entre POTENCIALMENTE e REALMENTE?

O pai pensa um pouco e responde:
- Filho faz o seguinte; primeiro, pergunta a tua mãe se por 1 milhão de dólares ela faria amor com o Richard Gere. Depois, pergunta a tua irmã se por 1 milhão de dólares ela faria amor com Brad Pitt. E, finalmente, pergunta ao teu irmão se por 1 milhão de dólares ele faria amor com o Tom Cruise.... Quando me trouxer as respostas, eu te explico a diferença entre potencialmente e realmente.

Horas depois, o filho voltou e descreveu ao pai as respostas:
- A mãe disse que nunca pensou em te trair, mas que por 1 milhão de dólares, e com o Richard Gere, ela não pensaria duas vezes.
- A mana respondeu que seriam dois sonhos realizados de uma só vez. Dar uma com o Brad Pitt e ainda por cima ficar milionária.
- E, finalmente, meu irmão disse que por 1 milhão de dólares faria amor até com o Lula, quanto mais com o Tom Cruise!

Então o pai respondeu:

- Pois é isso, meu filho. POTENCIALMENTE, a nossa família tem condições de ganhar 3 milhões de dólares. Mas REALMENTE o que temos, são duas putas e um viado.
...

Entenderam...?!
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Há dois anos atrás...

Há dois anos atrás, eu dormia a noite toda e no fim de semana eu dormia até tarde...
Há dois anos atrás, eu falava o que eu quisesse, pois não tinha ninguém que inocentemente fosse repetir feito papagaio as minhas besteiras usuais...
Há dois anos atrás, eu assistia o que queria na televisão, sem ninguém pra competir com a atenção da mesma, nem querendo ver desenho no outro canal...
Há dois anos atrás, fralda suja pra mim era somente um artefato da minha longínqua infância e que eu tinha nojo só pensar em trocar...
Há dois anos atrás, eu só tinha que dar comida a mim mesmo na hora das refeições e não havia emporcalhações na mesa devido à comida espalhada...
Há dois anos atrás, na hora de dormir, eu simplesmente ia dormir, sem ter que antes colocar alguém pra dormir...
Há dois anos atrás, quando eu viajava, só carregava o peso da minha mala ou mochila, sem mais sacolas adicionais e um corpinho que não pára quieto e que pesa quase 15 quilos...

Há dois anos atrás, a casa era mais silenciosa, mais vazia...
Há dois anos atrás, não havia pulinhos de alegria quando eu chegava do trabalho, seguido de um efusivo abraço e uma chamada imperativa: - vamo bincá!
Há dois anos atrás, não havia um sorriso que ilumina os meus dias e que me faz querer continuar seguindo em frente mesmo nos dias em que fico cansando de viver...
Há dois anos atrás, comecei a entender o que era amar... mesmo que, de alguma forma, eu já amasse, porém como uma criança que faz algo sem saber o que está fazendo...
Há dois anos atrás, não conhecia as dificuldades que tenho hoje, que muitas vezes são pesadas... porém, não conhecia também a alegria da companhia de um serzinho tão especial.

Hoje, 2 anos depois, não sei como vivi sem você há dois anos atrás.

Parabéns filhote pelos seus 2 anos iluminando minha vida, a da mamãe e de todos que você cativa à sua volta!
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

13 anos!

Hoje, 06 de outubro, eu e minha companheira Eva fazemos 13 anos que estamos juntos. Não é de casamento, e sim 13 anos de relacionamento, de começo de namoro.
Eu realmente gostaria de escrever algo sobre isso, mas não to a fim de ficar dizendo aquelas coisas batidas, melosas, que se diz sempre, tipo “háa, 13 anos de felicidade”, “te amo, meu amor”, “é tão bom estar com você esses anos todos”, e bla bla bla...
Não, não!
Então fiquei pensando o que escreveria. Aí começou a tocar uma música em minha cabeça, que nós dois ouvimos pela primeira vez em um show de “O Teatro Mágico” e que a letra reflete bem o que eu gostaria de dizer, mas não soube criar as palavras.
Então segue aí a pérola musical para nós, minha namorada Eva.


Pratododia

Como arroz e feijão é feita de grão em grão a nossa felicidade
Como arroz e feijão a perfeita combinação soma de duas metades
Como feijão e arroz que só se encontram depois de abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem

Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade
que vontade de te ver

O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite


- O Teatro Mágico, composição de Danilo Souza.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O amor é outra coisa...

O amor não surge de repente numa esquina e te chacoalha todo.
O nome disso é trombadinha.
O amor é outra coisa.

O amor não inunda a sua vida e vira tudo de cabeça pra baixo.
O nome disso é tsunami.
O amor é outra coisa.

O amor não rejuvenesce.
O nome disso é peeling.
O amor é outra coisa.

O amor não traz paz de espírito.
O nome disso é coma.
O amor é outra coisa.

O amor não nos torna mais felizes.
O que faz isso é Prozac.
O amor é outra coisa.

O amor não deixa tudo mais florido.
O nome disso é adubo.
O amor é outra coisa.

O amor não faz você ver estrelas
Quem faz isso é porrada.
O amor é outra coisa.

O amor não te deixa alucinado
O nome disso é ecstasy
O amor é outra coisa.

O amor não enriquece sua vida
Quem faz isso é dinheiro.
O amor é outra coisa.

Então, o que é o amor...?

O amor... é outra coisa!
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Menino

Entre a inocência da infância e a compostura da maturidade há uma deliciosa criatura chamada menino.
Embora se apresentem em tamanhos, pesos e cores sortidos, todos os meninos têm o mesmo credo: aproveitar cada segundo de cada minuto de todas as horas de todos os dias e protestar ruidosamente - o barulho é sua única arma - quando seu último minuto é decretado e os adultos os empacotam e metem na cama.
Meninos são encontrados em todas as partes: em cima de, embaixo de, dentro, subindo em, balançando-se no, correndo em volta de, pulando para.
As mães os adoram, as meninas os odeiam, irmãos e irmãs mais velhos os suportam, adultos os ignoram, o céu os protege.
Um menino é a verdade com rosto sujo, a beleza com um corte no dedo, a sabedoria com um chiclete no cabelo, a esperança do futuro com uma rã no bolso.
Quando você está ocupado, um menino é uma conversa-fiada, intrometido e amolante. Quando você deseja que ele cause boa impressão, seu cérebro vira geléia, ou ele se transforma em uma criatura sádica e selvagem empenhada em desmontar o mundo ao seu redor.
Um menino é um híbrido: o apetite de um cavalo, a disposição de um engole-espada, a energia de uma bomba atômica de bolso, a curiosidade de um gato, os pulmões de um ditador, a imaginação de um Júlio Verne, o retraimento de uma violeta, o entusiasmo de um bombeiro - e quando se mete a fazer alguma coisa é como se tivesse cinco polegares em cada mão.
Gosta de sorvete, canivetes, serrotes, pedaços de pau, água (no seu "habitat" natural), bichos grandes, papai, sábados, domingos e feriados, mangueiras de água.
Não é partidário de catecismo, escolas, livros sem figuras, lições de música, colarinhos, barbeiros, meninas, agasalhos, adultos e "hora de dormir".
Ninguém se levanta tão cedo, nem chega tão tarde para o jantar.
Ninguém se diverte tanto com árvores, cachorros e mosquitos.
Ninguém mais é capaz de meter num único bolso um canivete enferrujado, uma maçã comida pela metade, um metro e meio de barbante, um saco de matéria plástica, duas pastilhas de chiclete, três notas de um real, um estilingue e um fragmento de "substância ignorada".
Um menino é uma criatura mágica: você pode mantê-lo fora do seu escritório, mas não pode expulsá-lo de seu coração. Pode pô-lo para fora da sala de visitas, mas não pode tirá-lo de sua mente. Queira, ou não, ele é seu captor, seu carcereiro, seu dono, seu patrão - um cara sarapitando, um nanico, um mata-gatos, um pacote de encrencas. Mas quando à noite você chega em casa, com suas esperanças e seus sonhos reduzidos a pedaços, ele possui a magia de soldá-los em um segundo pronunciando duas palavras somente:
"Oi, Papai!".

- Alan Beck, com a tradução de Benedicto Ferri de Barros.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Evocação

Cuidado com as companhias que chamas pra junto de você...

Tirinha de Hector Salas (clique pra ampliar)
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Os Insetos Interiores

Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.

A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos.
Nocivos.
Poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia
o veneno se refugia no espelho do armário
Antes do sono: o beijo de boa noite.
Antes da insônia: a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa: a família.
São soníferos...
Chagas sem curas.
Não reproduzem. São inférteis, infiéis, infertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas.
cortam os troncos
Urinam nos rios
E na soma dos desagravos, greves e desapegos,
esquecem-se de si.
Pontuam-se.
A cria que se crie!
A dona que se dane!

Os insetos interiores proliferam-se assim... na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estomago
a sensação de... ? O que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformado parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada que romper
com as correntes de preguiça e mal dizer
Silenciam-se no holocausto da subserviência,
O organismo não se anima mais.

E assim, animais ou menos assim...
Descompromissados com o próprio rumo,
desprovidos de caráter e coragem
desatentos ao próprio tesouro...
Caem.

Desacordam todos os dias
não mensuram suas perdas e imposturas!
Não almejam.
Não alma.

Já não mais amor.

Assim são:
Os insetos interiores
......
Fernando Anitelli (O Teatro Mágico)
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Matéria-prima


Ultimamente, esse grito de "fora Sarney!" tem ecoado nas nossas cabeças constantemente. Mas será que simplesmente colocar o referido senador da república para fora do seu cargo resolverá os nossos problemas políticos? Mais do que nunca acho que as coisas não são tão simples assim...

Existe um texto rodando na internet intitulado "Precisa-se de Matéria Prima para construir um País", atribuído ao João Ubaldo Ribeiro, que começa assim:

“A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada. Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão e corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO. Nós como matéria prima de um país.” (...)

Esse artigo aponta categoricamente que o problema está em nós, que os políticos que vão ao poder refletem a nossa condição como povo. E sinceramente, sou inclinado a concordar. Não adianta “fora Sarney” ou quem quer que seja, se a nossa mentalidade continua a mesma. Sai este, entra outro e assim segue ininterruptamente. “Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada.”, enfatiza o referido texto.
Então, o problema não está somente nos filhos das putas desses políticos escrotos que só querem se dar bem políticos equivocados que usam o poder como forma de enriquecimento ilícito. Somos todos nós enquanto cidadãos.
Então leiam todo o texto e meditem.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui!
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vai ser comido...

A mais nova ameaça evangélica: O bicho que vai comer todo mundo!
Menos eu! Lá ele!!

Ninguém merece um negócio desse...


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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Preguiça

"Para o preguiçoso, todos os dias são feriados." Esse provérbio popular reflete bem o perfil de um preguiçoso.
A preguiça é a pouca ou falta de disposição ou aversão ao trabalho, demora ou lentidão para fazer qualquer coisa. É o tédio ou a tristeza em relação aos bens interiores e espirituais. É um aborrecimento natural pelo trabalho no dia-a-dia, se o mesmo não tiver seu esforço recompensado.
Este sentimento faz com que as pessoas desqualifiquem os problemas e a possibilidade de solução. A preguiça não se resume na preguiça física, mas também na preguiça de pensar, sentir e agir. A crença básica da preguiça é "Não necessito aprender nada", levando a um movimento limitador das idéias e ações no cotidiano e traduzido pelo "deixa para depois". A origem da palavra vem do hebraico: atsêl, que pode ser traduzida por lentidão ou indolência, sendo que a preguiça é considerada pecado mortal ao se opor diretamente ao amor a Deus.
A característica básica da preguiça pode ser encontrada em pessoas que freqüentemente adiam compromissos, decisões, projetos, mudanças, ou até simples afazeres rotineiros, comprometendo o resultado desejado, com a justificativa de que não houve tempo, ou que irá realizar outro dia, mas que na verdade, tentam ocultar uma insegurança exagerada em sua própria capacidade de agir. Utilizam-se do desânimo, esquecimento, como estratégia para fugir da necessidade de arregaçar as mangas e enfrentar a parte que lhes cabe realizar na vida. É como se sentissem imobilizadas perante à vida.
O jeito então é tentar espantar esse troço, senão nós ficaremos sempre pra trás. Disposição é a palavra-chave pra combater a preguicite aguda!
Mas... o problema é que só de pensar nisso dá uma priguiiiça...
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Liberdade e livre arbítrio

Ser livre é ter livre arbítrio. É o homem ter autonomia em seus atos. Na sociedade atual esse Direito fundamental é assegurado na constituição federal de 1988 eu seu artigo 5. Porém, o interessante é que o homem não valoriza essa liberdade, e, só quando perde é que consegue entender o quanto é importante e o quanto é necessário na vida de um ser racional. Esse princípio fundamental do homem já foi muito contestado, pois sem opções de escolha você não é livre, e sim “vigiado”. O ser livre é aquele que sabe viver sem se comprometer com coisas supérfluas para seu crescimento intelectual, cultural, religioso. Logo, todas essas características do homem em sociedade é de certa forma exercer liberdade. A sociedade limita a autonomia do ser humano, pois isso serve como um controle de condutas tidas como inadequadas, que pode acontecer de vir a privar-lhe do direito a liberdade, sofrendo as sanções da lei.
Portanto ter liberdade é ter opção de escolhas, ou seja, exercer o livre arbítrio.
O livre arbítrio é uma faculdade indispensável ao ser humano, não nos resta qualquer dúvida, pois sem ele seríamos simples máquina ou robô, sem qualquer responsabilidade dos atos que viéssemos a praticar.
À primeira vista, a liberdade do homem parece muito limitada no círculo de fatalidades que o encerra: necessidades físicas, condições sociais, interesses ou instintos. Mas, considerando a questão mais de perto, vê-se que esta liberdade é sempre suficiente para permitir que o indivíduo quebre este círculo e escape às forças opressoras.
A liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser humano e aumentam quanto mais este é esclarecido; é a responsabilidade do homem que faz sua dignidade e a consciência ética.
A liberdade de pensamento e consciência é algo de que não podemos abrir mão. Não vamos deixar que outros pensem por nós ou decidam por nós. Nem vamos fazer isso também em relação aos outros, porque isso vai gerar uma insegurança pela vida a fora.
Liberdade, igualdade e fraternidade. Eis uma fórmula sugerida pela Revolução Francesa que equacionariam bem nossas questões humanas, pois com essa medida seriamos livres sem comprometer a liberdade das outras pessoas.
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Joey

- Joey! Joey!! Jooeeyy!!!

Chamei em altos brados e ele não saía da casinha. “Nossa, lá vem coisa...”, pensei. Fui acender a luz. Quando fui ver, ele estava lá deitado como se estivesse dormindo.

- Joey! Joey!! Jooeeyy!!! – gritei mais uma vez.

Cutuquei ele com o pé, dei-lhe um leve chute nas pernas. Imóvel!
Mas parecia simplesmente dormir. Será que não é apenas um sono profundo?... não, não era... ele morreu... morreu!
Fiquei um tempo em choque. Não tinha espaço pra eu desabar. Tinha que dar a notícia e já pensava como remover aquele corpo grandão dali.
Como dizer o acontecido? Ora, não há outra formar de dizer... e eu disse pra todos: - Joey morreu.
Morte repentina, inexorável. De manhã ele tava bem, brinquei com ele, dei-lhe pão (ele adorava) e me despedi dele e dos outros com a certeza de vê-lo à noite. E eu o vi à noite, só que não estava mais com aquele brilho nos olhos que ele tinha quando eu chegava, não estava alegre e me chamando pra brincar, não estava puxando minha mão com a pata pra eu acariciar o seu tórax (ele adorava)... ele não estava mais lá. Somente uma carcaça que o serviu enquanto era vivo, mas que naquele momento estava vazia para sempre.
Me disseram, realmente com toda a razão: - Foi melhor assim. Pelo menos foi rápido e sem sofrimento. Pior seria ele ficar sofrendo por um tempo indeterminado. Ele já era velho e cardíaco e isso poderia acontecer a qualquer momento...
Concordo... isso alivia, mas não anula o sofrimento nem a saudade...
Morte chega e arrebata. A morte não tem ética. A morte simplesmente faz o trabalho dela. E nós que aqui ficamos, perdemos um pedaço... um pedaço que vai junto com quem a inexorável morte arrebata.
E só resta então agradecer pelo tempo que estivemos juntos. Agradecer por você simplesmente ter sido quem você foi.
Obrigado, meu amigo. Obrigado por ter existido. Me perdoe por nem sempre ter te tratado como você merecia. E se a vida continua em outro plano, espero que esta seja a mais feliz do mundo pra você.

- Adeus, Joey!
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Joey
12/12/1998 - 17/08/2009
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